SOBRE O EDITOR

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Nascido em Caçapava, no dia 24/06/1982, dia do padroeiro da cidade, São João Batista. É cirurgião-dentista na "Cidade Simpatia" há mais de um década. Trabalhou no Programa Saúde da Família de Caçapava por mais de 5 anos. Trabalha como voluntário no Projeto Amigos do Riso e atende pela ONG Turma do Bem. É formado em Programa Saúde da Família e Ciências Políticas pelo MOOC da USP - ECA (Escola de Comunicação e Artes) e estuda Gestão Pública pela UNIVESP.

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terça-feira, 19 de abril de 2016

A HISTÓRIA SENDO ESCRITA COM LÁGRIMAS DE TRISTEZA

Domingo dia 18 de março de 2016 foi um ano histórico para o nosso país ao mesmo tempo triste... Histórico pelo cumprimento constitucional de votação do processo de Impeachment da presidente Dilma, e triste por diversos motivos que ao decorrer desse texto irei explicar.

Diversos foram os argumentos contra e a favor do impeachment, mas os argumentos usados por vários Deputados antes de proferirem seu "SIM" ou "NÃO", foram muitas vezes lastimáveis. Por haver transmissão ao vivo em rede de Televisão aberta e fechada, o uso da palavra foi utilizada de forma a transformar o microfone central da Câmara dos Deputados num palanque Eleitoral. Alguns lembravam seu bairro, cidade, família e filhos e muitos colocaram o nome de Deus em vão. Deus foi citado a favor e contra o Impeachment... Acho que ele tem coisa mais importante para resolver do que dizer "SIM" ou "NÃO". Até Eduardo Cunha pediu as bênçãos de Deus para nosso país, como se Ele abençoasse contas escondidas no exterior. Aliás, não podemos esquecer que quem presidia a sessão é um investigado em 4 processos no STJ e já é réu em 1 deles. Mais um motivo para tristezas.

Em meio a essa atmosfera de expectativas, vimos confrontos pessoais entre Bolsonaro do PSC e Jean Willys do PSOL. Era a "guerra" de intolerâncias entre a extrema direita e extrema esquerda respectivamente. Jair Bolsonaro lembrara em sua citação, o Golpe de 64 e um Coronel torturador e Jean Willys chegou a dizer que aquele sessão era uma "farsa Sexista". Nem um nem outro tinham razão e o ultimo perdeu ainda mais a razão ao cuspir em Bolsonaro, se virar e sair em disparada junto aos seus.



Apesar das justificativas dadas, Jean Willys premeditou o ato. Muito Triste!


A Deputada de Minas Gerais Raquel Muniz, lembrou o exemplo de administração de seu marido como prefeito de Montes Claros e segunda-feira o mesmo foi preso pela PF por privilegiar seu próprio Hospital particular com ações administrativas. E a tristeza continua...

Deputados ovacionaram o "SIM" de Tiririca, como tietes de um estrela da TV, esquecendo-se todos que os votos que ele recebera nas últimas eleições serviram para reeleger mensaleiros do PT e PR devido à regra do quociente eleitoral. Seu partido era coligado ao PT nas ultimas 2 eleições.


Alguns papagaios de pirata ficaram o tempo ao lado do microfone sem se quer irem ao banheiro ou beber água, aproveitando algumas horas de fama em rede nacional.

A patética votação de Impeachment também teve atos de glória: O Deputado Flavinho do PSB deu uma lição de coerência ao votar a favor do processo e não se esqueceu de mencionar que irão atrás de Eduardo Cunha para a limpeza da Câmara dos Deputados. O que ativa um ar de esperança no meio político.
 
Diante de todos esses fatos tristes, sabemos que a história vem sendo redesenhada, ainda que pelo inglório artifício democrático e constitucional do Impeachment, a luta contra a corrupção ainda está engatinhando. Se impedirem Dilma, seremos governados por Temer e Eduardo Cunha. Qual será o passo seguinte da maioria de nossos deputados? Absolvições de corruptos do PMDB (entre eles Cunha) e outros partidos que se aliaram ou a luta por uma limpeza no meio político com a condenação de réus comprovadamente culpados? Haverá alguma reforma política? Quais os rumos de nossa economia?
 
Diante de todo a teatro armado, sabemos que nossa história democrática vem sendo escrita com interrupções, tropeços, corrupções e desarmonia total. O Impeachment é um ato histórico, escrita com lágrimas de desespero de seu povo, que se enraízam na tristeza de ver um país com tantas riquezas se sucumbir à marginalidade do descaso de seus representantes, como um vírus a absorver toda a força das palavras ORDEM E PROGRESSO. O progresso não vem com a desordem institucionalizada. Enquanto imperam corruptos no poder e enquanto houver corrompíveis por toda a parte, nosso país continuará nessa lama. Daí a prova de que estamos diante de fatos tristes. Soluções irresolúveis.
 
Enquanto a tristeza impera, a esperança se sobrepõe no rosto do brasileiro, que não desiste nunca do Brasil, mesmo muitas vezes o Brasil (em nome de seus governantes) desistir de seu povo!

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