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Nascido em Caçapava, no dia 24/06/1982, dia do padroeiro da cidade, São João Batista. É cirurgião-dentista na "Cidade Simpatia" há mais de um década. Trabalhou no Programa Saúde da Família de Caçapava por mais de 5 anos. Trabalha como voluntário no Projeto Amigos do Riso e atende pela ONG Turma do Bem. É formado em Programa Saúde da Família e Ciências Políticas pelo MOOC da USP - ECA (Escola de Comunicação e Artes) e estuda Gestão Pública pela UNIVESP.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO...

Eduardo Cunha (PMDB)
A grande questão Shakespeariana que assombra o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB): Enforcar a presidente Dilma (PT) em um processo de Impeachment, podendo ele se enforcar ao mesmo tempo, ou salvar a pele de sua desafeiçoada rival política para obter sua própria salvação.
A política nacional passa por um período de grandes "obras teatrais" hora trágico-cômicas, hora policiais, envolvendo o alto escalão do governo e da pseudo-oposição. Vemos teatrinhos em declarações desprovidas de verdade, carregadas de um tom sarcástico, que só afrontam a real essência da democracia brasileira. Quem tem o poder de direcionar uma investigação criminal contra a presidente, carrega possíveis crimes e envolvimento nos processos de corrupção. Precisa ser um grande ator para encarar tal situação com grande naturalidade.
O povo brasileiro passa a ser a grande plateia, que assiste a um descalabro imenso, vergonhoso e paga caro por isso. Amarrados nas cadeiras do teatro, sem condições de se mexer, afinal nem manifestações serviram para mudar a direção do país, se sentem aflitos e incapazes de fazer algo para mudar enquanto pagam as contas da incompetência e dos assaltos ao dinheiro público.
No final da peça o povo será convidado a degustar uma deliciosa pizza, que já se faz presente pelo cheiro de mussarela no ar, e pagarão com seus salários congelados o preço inflacionado da incompetência administrativa.
Enquanto isso Eduardo Cunha continua a dizer: "Ser ou não ser..." mas será o povo brasileiro a "morrer - dormir, nada mais".
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Ser ou não Ser

Hamlet: Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer? Morrer — dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar. Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar. Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida.

William Shakespeare, in "Hamlet"

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