![]() |
| Eduardo Cunha (PMDB) |
A política nacional passa por um período de grandes "obras teatrais" hora trágico-cômicas, hora policiais, envolvendo o alto escalão do governo e da pseudo-oposição. Vemos teatrinhos em declarações desprovidas de verdade, carregadas de um tom sarcástico, que só afrontam a real essência da democracia brasileira. Quem tem o poder de direcionar uma investigação criminal contra a presidente, carrega possíveis crimes e envolvimento nos processos de corrupção. Precisa ser um grande ator para encarar tal situação com grande naturalidade.
O povo brasileiro passa a ser a grande plateia, que assiste a um descalabro imenso, vergonhoso e paga caro por isso. Amarrados nas cadeiras do teatro, sem condições de se mexer, afinal nem manifestações serviram para mudar a direção do país, se sentem aflitos e incapazes de fazer algo para mudar enquanto pagam as contas da incompetência e dos assaltos ao dinheiro público.
No final da peça o povo será convidado a degustar uma deliciosa pizza, que já se faz presente pelo cheiro de mussarela no ar, e pagarão com seus salários congelados o preço inflacionado da incompetência administrativa.
Enquanto isso Eduardo Cunha continua a dizer: "Ser ou não ser..." mas será o povo brasileiro a "morrer - dormir, nada mais".
_________________________
Ser ou não Ser
Hamlet: Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer? Morrer — dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar. Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar. Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida.
William Shakespeare, in "Hamlet"
William Shakespeare, in "Hamlet"


Nenhum comentário:
Postar um comentário